The Gift of music.
Ontem à noite estava a ouvir o Primavera streamed do canal dos TheGift. Partilhei 2 ou 3 links. Fui ao site da banda para procurar o album. Estava lá desde dia 6 (zomg!) e comprei o download. Comprei também o single do 645. Gastei uns 12 ou 13 euros.
Sou um pirata? Para a SPA? Claro que sim! Ouvi musica “na Internet”. Partilhei links para essa musica para quem me quiser prestar atenção. E fiz downloads de mp3 para os discos dos meus computadores e para o meu telefone. Quanto é que a SPA lucrou com todas estas actividades relacionadas com musica? Nada, zero. Os The Gift são suficientemente bons e inteligentes para se auto publicarem. Mostram a sua música a toda a gente na Internet. Vendem downloads e copias físicas no seu site. Têm uma pequena multidão de seguidores. Penaram durante 10 na obscuridade e agora são contratados pela EDP e pela Hyundai, fazem tours nos EUA e dispõem da sua musica como querem. Disfrutam de toda a liberdade que o direito autoral lhes dá.
São uns piratas.
E foi então que se tornou claro para mim. A PL118 não é só para extrair dinheiro aos consumidores digitais, é para castigar e extrair dinheiro a toda a gente que fez optout de patrocinar intermediários que vivem do trabalho dos artistas sem gerar valor. É o imposto iTunes. Toda a gente paga, os artistas pagam à SPA para ter um site para vender o seu trabalho, YouTube e SAPO Videos pagam à SPA para ter infraestrutura para os artistas poderem publicar o seu trabalho, eu pago à SPA multiplas vezes para poder guardar a musica que comprei.
Autores e fãs, somos todos piratas.
Todos pagamos uma pequena quantia para evitar o incomodo de buscas domiciliárias em massa para procurar contrabando. É o novo direito de autor liberal. Em vez de direito é dever e em vez de liberal é estalinista.
“TV off, Computers on? Bye bye”
